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OBJETO - ESCULTURA


Direções 

O trabalho apresentado parte de questões levantadas no texto “o que é o contemporâneo?” de Giorgio Agamben.
Partindo da leitura do texto e de reflexões a respeito do tema o que é o contemporâneo, busquei pensar a arte atual e suas relações com a vida cotidiana, como nos relacionamos e estabelecemos diálogos com as linguagens artísticas, os pensamentos, questionamentos e vivências. A elaboração do trabalho se deu a partir da ideia de um objeto que representasse elementos que remetessem a nossa contemporaneidade. Elementos que fazem parte do nosso dia a dia e nos faz pensar o nosso tempo. A escolha do material se deu de forma a pensar a “força” do mesmo, apesar de serem descartados todos os dias após serem lidos, ou não, os jornais trazem diariamente relatos do nosso tempo, do que acontece ao nosso redor e no mundo, o presente que é estampado com toda sua fúria e enganação midiática fazem pensar a obscuridade e aridez com que os acontecimentos surgem, são apresentados e nos sufoca de informações e incertezas. O trabalho fala de certa forma de anacronismos, pois traz uma ambiguidade de sentidos e referências a um momento que é nosso e ao mesmo tempo não nos pertence, que é vivido e compartilhado em uma sociedade com muitas direções e às vezes perdida, desequilibrada e sem objetivos. Pensando o contemporâneo como nosso tempo e tempo presente, apresentar as varias direções e objetivos a escolher, penso que estamos vivendo este momento e nos resta se relacionar com esse tempo, de se adaptar e se atentar ao que nos rodeia e como o cotidiano provoca reações e mudanças diversas na sociedade contemporânea, que apesar de parecer saturada, esta aberta e mostra caminhos a seguir, a se pensar. Modificar os espaços, perceber as mudanças, escrever novas versões dos fatos, nos inserir no tempo sendo parte fundamental de transformação de pensamento. A arte compartilha dos acontecimentos e nos abastecem para a reflexão, equilíbrio e transformação, sendo uma poética dos acontecimentos cotidianos.
Giovane Diniz

Direções, Técnica: mista, 25 x 25 x 25 cm, 2013

Transitórios, 2014

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Giovane Diniz é natural de Ouro Preto/MG. Iniciou seus estudos nas artes em 2003, na Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP). É graduado em licenciatura em Artes Plásticas pela Escola Guignard da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e mestre em Artes Visuais pela mesma instituição. Tem suas pesquisas voltadas para a  arte contemporânea, curadoria educativa, mediação cultural, processos de criação e produção cultural. Em seus trabalhos artísticos investiga memórias e histórias que se passam no dia a dia. Desenvolvendo obras que trazem perspectivas que marcam a transitoriedade do tempo nos contextos sociais e nas transformações dos espaços urbanos e suas arquiteturas. Suas obras surgem de pesquisas e experimentos com materiais e técnicas diversas, principalmente a pintura, colagem, desenho, performances e intervenções urbanas, abordando questões relacionadas a reflexões conceituais da contemporaneidade. Integrou o Coletivo Barco, elaborando trabalhos de intervenções e per...

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