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ICONOGRAFIAS DO URBANO

Caminhos Observar, sentir e se envolver com os espaços do mundo, se encontrar nele e ali se reintegrar com o meio, sentir as transformações materiais e imateriais pelas quais nos e os espaços da cidade passamos. Perceber que a arte pode significar uma maneira de representar, de figurar coisas, num universo simbólico ligado a nossa sensibilidade perceptiva, a nossa intuição, e ao nosso imaginário, provocando novos pensamentos nos indivíduos, retratando percepções individuais sobre o meio urbano e sobre as relações entre inúmeros elementos que o constituem. Assim como algo que temos como lembrança, pode se transformar em uma poética do tempo, significativo, emocional e fisicamente, expressando sentimentos que estão ali para serem interpretados ou simplesmente provocar indagações e sensações. Fazer-se morada do pensamento, partir do material que se faz sentir pelo emocional se expressando nos acontecimentos do cotidiano. Giovane Diniz S/Título ,   acrílica, co...

RUAS - AQUARELAS

Ruas A arte e vida estão sempre ligadas e isso sempre reflete nos trabalhos dos artistas, demonstrando aspectos do cotidiano e os fatos na contemporaneidade. Nesta série apresento memórias e vivências nos espaços urbanos, trabalhos que dialogam com minhas experiências de vida, passadas principalmente nas cidades de Ouro Preto e Belo Horizonte, onde observo as transformações que ocorrem nestes espaços, nas estruturas, na arquitetura que se modifica e transformam seus espaços físicos e as pessoas que habitam as cidades. Ruas, esquinas e avenidas, que hora se parecem construindo, desconstruindo, ou se complementando. Esses pensamentos e os trabalhos até agora apresentados tem inspiração também no poema Ruas, de Carlos Drummond de Andrade, onde o poeta revela a surpresa com as mudanças de vida da nova capital onde as ruas não são mais sinuosas e novas perspectivas vão surgindo, e revelando as transformações dos espaços urbanos. Nas experiências vivenciadas nas cidades sempre observo as tr...

PERCURSOS

Um percurso, no centro de Belo Horizonte - MG. Nesse trajeto foram observadas as mudanças que ocorrem na paisagem urbana, até em deslocamentos tão pequenos, as pessoas, e os ambientes que se modificam. Perguntas surgem: o que modifica cada ambiente? As pessoas, o poder publico, ou as condições de cada indivíduo? As pessoas estão ali por opção ou por segregação? Para realizar o trabalho fiz um trajeto registrando vários ângulos da cidade por meio de registro fotográfico, desenhos e anotações. Ao longo do caminho coletei caixas de madeira usadas por feirantes e descartadas nas ruas. A figura do mapa da região central de Belo Horizonte simboliza esse lugar tão diverso, onde foi feita a investigação sobre o espaço, para realizar o estudo. O suporte do trabalho foi feito com a madeira dos caixotes e forrados com folhas de jornal, onde foram trabalhados pintura fotografia e desenhos registrados no percurso, (elementos provenientes da rua), os jornais, que estampam diariamente retratos do ...

OBJETO - ESCULTURA

Direções   O trabalho apresentado parte de questões levantadas no texto “o que é o contemporâneo?” de Giorgio Agamben. Partindo da leitura do texto e de reflexões a respeito do tema o que é o contemporâneo, busquei pensar a arte atual e suas relações com a vida cotidiana, como nos relacionamos e estabelecemos diálogos com as linguagens artísticas, os pensamentos, questionamentos e vivências. A elaboração do trabalho se deu a partir da ideia de um objeto que representasse elementos que remetessem a nossa contemporaneidade. Elementos que fazem parte do nosso dia a dia e nos faz pensar o nosso tempo. A escolha do material se deu de forma a pensar a “força” do mesmo, apesar de serem descartados todos os dias após serem lidos, ou não, os jornais trazem diariamente relatos do nosso tempo, do que acontece ao nosso redor e no mundo, o presente que é estampado com toda sua fúria e enganação midiática fazem pensar a obscuridade e aridez com que os acontecimentos surgem, são apresenta...

EXPOSIÇÃO - COMPASSO DAS CORES

Compasso das Cores Nesta série apresento trabalhos, que estabelecem uma relação reflexiva entre tempo e espaço, buscando um equilíbrio entre cores, formas e as figuras retratadas, que apresentam certa introspecção e frieza, criando uma confusa relação entre cores, formas e pensamentos. Nas telas o plano pictórico, com cores quentes e fortes contrasta com as figuras, que se apresentam de forma a não estarem em lugar algum, isoladas ou alheias ao tempo. Nas telas a pintura se da pela cor, e pelas formas geométricas, criando um ambiente onírico, fragmentado que podem compor outras formas. Como se fosse possível através do equilíbrio e reflexão, uma construção de pensamento. Giovane Diniz. http://minastenisclube.com.br/noticias/compasso-das-cores/ Compasso das Cores De 28 de maio a 28 de junho, o artista plástico Giovane Diniz mostra seus trabalhos na Galeria de Arte do Minas II. A mostra Compasso das Cores terá dez telas em acrílica, que estabelecem uma relação reflexiv...

FOTOGRAFIAS

Poéticas urbanas O ambiente urbano com toda a sua dinamicidade cotidiana proporciona aos seus habitantes e transeuntes possibilidades de presenciar cenas inusitadas que por sua espontaneidade e simplicidade nos apresentam imagens que trazem grande carga poética, tornando nossos olhos produtores de sonhos e realidades, despertando pensamentos e questionamentos por meio da investigação dos espaços. No caminhar pelas ruas penso no espaço urbano, como observamos o nosso trajeto diário, se somos parte do meio urbano ou simplesmente estamos nele. No trabalho com fotografias procuro vivenciar os espaços e exercitar o olhar para as nuances dos acontecimentos cotidianos que transformam os ambientes, e também as banalidades que trazem em si uma poética da transitoriedade dos espaços e da vida nas cidades. A arte provoca questionamentos sobre a contemporaneidade e nos trás experiências com o espaço urbano, em diálogos com nos mesmos e com o ambiente em que vivemos Giovane Diniz  ...

EXPOSIÇÃO - ESPAÇOS URBANOS

‘ESPAÇOS URBANOS’ ATERRISSAM NO OTTO CIRNE ‘Espaços Urbanos’ , do artista plástico Giovane Diniz, aterrissam no Espaço Cultural Otto Cirne neste mês de março. Trabalhos na técnica acrílica sobre tela, segundo o autor das obras, apresentam memórias e reflexões sobre o espaço urbano e sua relação com as pessoas que circulam e vivem nas cidades. Para a mostra foram selecionadas paisagens dos municípios de Belo Horizonte e Ouro Preto. Diniz explica que esboçou em suas telas um diálogo entre os indivíduos e os espaços urbanos onde estão inseridos. “Os espaços vazios em minhas obras representam as pessoas e trago isto com uma luminosidade intensa, cores fortes e quentes, buscando, por meio da fragmentação geométrica, uma harmonia cromática.” Ele conclui que ao excluir visualmente a forma humana, ela acaba se tornando o foco das paisagens urbanas. Natural de Ouro Preto, Giovane Diniz começou a desenhar aos 13 anos de idade. “A princípio traçava formas figurativas. Posteriormen...